Dia 25 de novembro de 2007 foi um dia triste.
Entrou um virus no nosso pen drive e deletou todas as nossas fotos, de Delhi e Pushkar. Dizem que ainda da pra salvar...
nao sei...
sei que fiquei muito triste mesmo. Sera essa a licao de desapego que tive que viver na India? CRUEL!!!
como protesto, esta postagem nao tera nenhuma foto!
miércoles, 28 de noviembre de 2007
viernes, 23 de noviembre de 2007
Para a Larissa!
jueves, 22 de noviembre de 2007
A feira de Pushkar


'E nessa pequena cidade, de Pushkar, que acontece anualmente a maior feira de camelos do mundo. V'arias tribos do interior do Rajastao se reunem para comercializar camelos, gado, cavalos, artesanatos...
Pushkar est'a na beira de um lago e a feira acontece no deserto. 'E uma mistura muito forte de etnias, cores e vestimentas. Tem parque de diversoes, concursos, esportes locais, shows, performances, uma overdose visual e sonora.
N'os amamos Pushkar!!!!

miércoles, 21 de noviembre de 2007
Crazy Delhi!



Comecamos a nossa nova jornada em Delhi. Uma cidade incrivel, caotica e de grandes contrastes.
Ficamos 2 dias por la. Entre New Delhi e Old Delhi muitas aventuras. Templos e monumentos milenares, avenidas abarrotadas de gente, hoteis de luxo, ruelas e becos sem fim. Uma cidade impressionate mas tambem um tanto quanto cansativa. APAIXONANTE!


viernes, 16 de noviembre de 2007
diario de bordo: no trem, entre Pondicherry a Kaniakumari



Hoje almoçamos com alguns amigos de Jordi e Mila: os franceses Gerrome e sua esposa Irisha. Os espanhóis Núria e Jorge. O italiano Diego ("yeeeesss!"). A estrela da confraternização foi Mai, filha dos franceses.

Ficamos duas semanas em Pondi, numa mistura de diversão e trabalho. Gravamos no mercado, na rua, nos cinemas, em duas vilas próximas e em Auroville, que foi onde ficamos mais tempo.






Depois de um longo dia embalado de cerveja, ao som dos incessantes fogos de artifício em comemoração do Deepavali, eu, Loli, Mila e Jordi, embarcamos no vagão em direção ao sul.


Lá visitaremos as vilas que Jordi trabalhou durante esse tempo que ficou por aqui. Iremos à praia e tudo mais. Estou um pouco melhor do resfriado, ainda que uma tosse rouca me acompanhe.
Novidade: A Mila e o Jordi acabaram de conhecer dois atores de Kollywood e amanhã poderemos ir visitar o set de filmagem.
A Loli está com sono. Continuamos amanhã.
08 de novembro de 2007
martes, 13 de noviembre de 2007
Cotidiano
saudades do meu violão...
Mila cozinha...
... Jordi come, hehehehe
alimento o blog, mato a saudade dos amigos...
... do pai e da mãe
pagamos o rapaz para passar nossas roupas
passeamos pelas ruas de Pondi...
... marco pára para acender o cigarro (prestem atenção no "isqueiro")
... comemos com a mão (direita)
Massala!
vez ou outra paramos pra tomar um café (enquanto estamos no sul, pois no norte só tem chá)
martes, 6 de noviembre de 2007
Para o Renato
Nos versos de Poe, traduzidos por Pessoa, pelo desenho de Marco, te ofereço esse regalo.
Para meu amigo que ama a noite.
loli

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Para meu amigo que ama a noite.
loli

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
O corvo

Eles merecem uma atenção especial, afinal de contas estão presentes em todos os lugares por onde passamos, fazem parte da paisagem. Parece que estão por toda a Índia, não somente em Tamil Nadu.
Eles são grandes e barulhentos. Avisam com seus gritos roucos que estão por perto, quando não muito perto: se der bobeira, perde o lanche.
Estive pesquisando e encontrei alguns mitos e curiosidades bem interessantes:


Por sua cor negra, o corvo é associado à idéia de PRINCÍPIO (noite materna, trevas primigênias, terra fecundante...); por seu caráter aéreo, associado ao CÉU, ao PODER CRIADOR E DEMIÚRGICO; às FORÇAS ESPIRITUAIS; por seu vôo, MENSAGEIRO. Por tudo isso, ele aparece na mitologia dos povos primitivos como um ser investido de extraordinária significação cósmica: ele é o grande civilizador e criador do mundo visível.
Apesar de os corvos habitarem regiões secas, é notável as inúmeras associações dele com a água. Talvez as mais comuns tratam de sua ligação com as tempestades: é sabido que os corvos recolhem-se sempre que há iminência de chuvas fortes; isso gerou a crença de que são capazes de prever tempestades. A observação de seu comportamento tornou-se, então, um bom fator de previsão meteorológica.
É interessante notar que muitas fábulas envolvem corvos e corujas como antagônicos. Certamente incorporam reminiscências muito antigas relacionadas à oposição dos corpos celestes: Lua (coruja) e Sol (corvo). Uma tradição grega afirma que os corvos jamais penetram a acrópole exatamente por causa disso: a rivalidade entre Apolo (Sol/corvo) e Atenas (Lua/coruja), obviamente uma derivação de lendas de contraposição dia-noite.
Na Europa Cristã, o corvo perde esta gigantesca valorização. Por sua associação pagã aos deuses, sem falar na sua cor negra e voz rouca, adquiriu uma simbologia sinistra e uma ligação com maus espíritos. Falam de santos atormentados no deserto por demônios em forma de corvos e de bruxas que os cavalgavam. Shakespeare faz inúmeras menções ao corvo como ave mau-agourenta: acreditava-se que o esvoaçar crocitante de corvos sobre alguma casa onde houvesse alguém doente, sobretudo ao entardecer, era sinal de morte iminente. Esse misterioso relacionamento com a morte decorre do fato de a presença de corvos no céu indicarem, aos caçadores, a proximidade de carniça.
Apesar de toda propaganda negativa dos cristãos em relação ao corvo, ele nunca perdeu seus atributos místicos. Como o poder, a ele atribuído, de uma capacidade especial para predizer o futuro. A observação do hábito de os corvos devorem primeiro os olhos dos cadáveres associado à grande eficiência ocular dessa ave (capaz de localizar uma carniça a enormes distâncias) , levou à crença de que, se um cego tratasse os corvos com benevolência, poderiam recuperar a visão; quem comesse três corações de corvo reduzidos a cinzas, viraria um exímio atirador. Além disso, como enxergar longe é uma forma simbólica de se descrever o dom da clarividência ou antecipação do futuro, a ingestão de corações de corvos também podia dar às pessoas o poder profético – atribuído à essas aves. Essa reputação oracular subsiste até hoje em algumas ilhas britânicas. A expressão irlandesa "conhecimento de corvo" , é uma figura de linguagem para indicar conhecimento e percepção de tudo.


sábado, 3 de noviembre de 2007
Auroville
Auroville é uma comunidade alternariva, fundada nos anos 70 pela Mother, uma francesa radicada na Índia, dissípula do guru Sri Aurobindo. Auroville tem suas próprias regras, lá dentro não existe nacionalidade nem dinheiro, todos que querem viver lá devem ter algo a oferecer e o trabalho é fruto de um dom ou vocação.
É um dos temas do nosso documentário. Estivemos lá duas vezes visitando comunidades e conversando com moradores pra entender um pouco melhor esse universo.
Matrimandir, onde tudo começou
um David Bowie
Fábrica de Instrumentos
Sadana Forest
brasileiros em Auroville
É um dos temas do nosso documentário. Estivemos lá duas vezes visitando comunidades e conversando com moradores pra entender um pouco melhor esse universo.
Matrimandir, onde tudo começou
um David Bowie
Fábrica de Instrumentos
Sadana Forest
brasileiros em Auroville
minha mana
viernes, 2 de noviembre de 2007
Ganesha - o protetor dos escritores

Antes de sair de Floripa, meu amigo Zeca me emprestou este livro escrito pelo Jean-Claude Carrièrre, sobre a Índia. Como estava muito próximo da viagem, não tive tempo de lê-lo no Brasil. Trouxe comigo debaixo do braço, e é dele que retiro estes trechos sobre o Ganesha:
"Uma cabeça de elefante sobre um corpo de homem: certamente uma imagem inesquecível. Elephant Man. Encontramos este personagem em toda a Índia, tanto nos templos como nos mercados e nos apartamentos. Ganesha significa o mestre ou o rei dos Gana, que formam o grupo de servidores disformes de Shiva.
Ganesha é filho de sua mãe, somente de sua mãe, que é Parvati, esposa de Shiva.

Ganesha,nascido sem pai na ausência de Shiva, era um menino deslumbrante, que adorava a mãe. Um dia em que ela queria tomar banho, pediu ao filho para vigiar a porta da casa e não permitir a entrada de ninguém, sob nenhum pretexto. Shiva chegou e quis entrar em casa, sua própria casa. Ganesha impediu a entrada com a espada na mão.
Shiva, que não conhecia aquele menino, ordenou-lhe que o deixasse passar. Ganesha lhe respondeu: minha mãe pediu-me para não deixar ninguém entrar, e ninguém entrará. Shiva convocou suas tropas mais ferozes e ordenou que tirassem do caminho o jovem intruso. Mas Ganesha lutou com força e habilidade extraordinárias. Massacrou seus agressores, impulsionado por uma força irresistível, a própria imagem do adolescente que defende a mãe. Até as hordas de demônios fracassaram ao tentar forçar a passagem.

Para salvar o dharma, a ordem do mundo ameaçada, e para apaziguar Parvati, Shiva ordenou que fixassem no corpo do menino a cabeça da primeira criatura que fosse encontrada pelo caminho. E encontraram um elefante. Portanto Ganesha é, antes de tudo, "aquele que apazigua as discussões" e "aquele que elimina os obstáculos". No problem é sua divisa. É um semideus benfeitor e extremamente popular. É particularmente invocado por aqueles que transitam pelas estradas pouco seguras, os mercadores, os membros das caravanas, e também pelos ladrões, que estão constantemente em perigo.

Em uma de sua quatro mãos ele segura uma de suas presas, quebrada. É a sua pena: de fato, Ganesha usou essa presa para escrever a maior parte do Mahabharata, ditada por Vyasa. Por isso, ele é a divindade protetora dos escritores, e de todos os que se dedicam ao estudo.¨
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